Okuribito
26/11/2009
Um violoncelista desempregado retorna a sua cidade natal e esconde da esposa e conhecidos sua atual atividade (bem) remunerada. Em A Partida (2008), Daigo Kobayashi começa a trabalhar como assistente de um preparador funerário, profissional que veste o defunto para o velório e diante do luto alheio, em sutilezas, descobre um certo orgulho e auto satisfaçao no idiossincrático cerimonial.
Na espera de um denso e linear drama japonês, o longa pode ser frustrante pelo viés pastelao que insiste em caras e bocas novelescos do protagonista e sua robótica ‘housewife’. Nao é de todo mal, a fotografia remete o personagem nokanshi a uma espécie de Amelie Poulain japonês e o diretor Yôjirô Takita consegue criar momentos tenros e sutis apreciáveis ainda que o espaço entre esses momentos seja enfadonho.
Talvez a plasticidade no tratamento das relaçoes e as pinceladas de humor ingênuo que desviam Okuribito da fatalidade densa de se falar sobre morte, luto e perda tenha refrescado alguns espectadores desta fita, premiada com o Oscar de Melhor filme Estrangeiro 2009, mas a performance televisiva optada nao é suficiente para agradar os amantes dos dramas japoneses críveis e orgânicos.
Um Comentário
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Adorei o filme, e olha que não sou muito de gostar de filmes japoneses…
http://cinemagia.wordpress.com/2009/10/30/resenhas-a-partida/
Grande abraço, parabéns pelo site,
Tommy
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