Låt den Rätte Komma In
28/11/2009
Cinema é simbiose, uma experiência nao passiva pelo espectador, é uma experiência individual, mas nao só isso, temos momentos, fases diferentes. Muitos criticaram pelo meu cansaço com A Partida, mas pessoalmente, depois do Festival do Rio e Mostra de Sp, muitas fitas de diferentes nacionalidades, diferentes gêneros, a previsibilidade de enredo, de efeitos, é desgostosa, tenho buscado uma sensaçao de novidade, de refrescância, e Deixa Ela Entrar (2008) me ganhou.
O primeiro passo para tal é fugir da premissa de ser um filme sobre vampiros. Tema que, por sinal, me agrada muito desde a pré adolescencia recheada de RPG, e assistindo os insuperáveis Drácula (1992) e Entrevista com o Vampiro (1994), mas a excelência no gênero permaneceu nesta safra early nineties. Da nova remessa vampiresca nao me convenço a falta de sofisticaçao e palidez de Blade (1998), que também reduz o gênero à açao como em Vampires (1998) de John Carpenter; Sede de Sangue (2009) é um bom filme mas tem a condiçao do vampiro associada a sintomas virulentos e, diferente de Daybreakers (2009) protagonizado por Willem Dafoe e Ethan Hawke, nao pretendo assistir a so called “saga” Crepúsculo.
Låt den Rätte Komma In é diferente: a temática é o plano de fundo para um enredo sensível, uma estória de amor romantico de duas crianças com o preconceito, o abandono e a marginalidade em comum. A violência é de certa forma desbrutalizada pelo scope e as paisagens particulares do cinema sueco. A refrescância, a delicadeza e a originalidade do enredo fascinam, e a cena ápice (da piscina) imediatamente entrou para uma antologia pessoal por culminar todos esses fatores abordando a vingança e brutalidade com recursos indiretos.
O conjunto da obra é excelente sem afetaçoes, e, retomando ao começo do post, essa novidade que anda tao rara, o encantamento da arte do cinema é o deleite de Deixa Ela Entrar.
2 Comentários
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Em minha humilde opinião, Deixa Ela Entrar é o melhor filme do ano!
Eu gostei demais desse filme! Nossa, nem sei muito o que escrever!