The King of Kong
14/12/2009
Até quem baixou pensando ser King Kong(2005), “do diretor de Senhor dos Anéis”, surpreendeu-se com “The King of Kong: A Fistful of Quarters”(2007); tá, por razões óbvias o relato não partiu de um cinéfilo, mas de um aficionado por vídeo-game, e é o documentário em questão que coloca o geek e eu, lado a lado numa sessão virtual, em que ambos saímos satisfeitos(!).
Com uma edição nada sutil mas igualmente esperta e cativante, a disputa pelo maior score num arcade é contada sob um drama de superação tal, que o documentário é praticamente uma variante nerd de “Rocky [Balboa]” (1976). De um lado do ringue, Billy Mitchel, microempresário egocêntrico e mimado que apóia sua arrogância no título que recebeu na adolescência, de melhor jogador de Donkey Kong, e o fato de que 20 anos depois ninguém atingiu sua pontuação. Do outro, Steve Wiebe, frustrado por sempre ter sido quase o melhor em tudo que já tenha tentado, o pacato professor ginasial de ciências instala o arcade em sua garagem obstinado a quebrar o recorde de 1982. O expectador definitivamente compra a briga e se emocina com Steve e sua família indo contra os egos, estratagemas e perseguições numa disputa desleal contra o “sistema”, Billy e a Twin Galaxies, entidade que valida e registra esse tipo de ranking.
Dirigindo seu primeiro longa, Seth Gordon, foi visionário e genial ao colher (e escolher) todos os elementos necessários para criar uma trama emocionante: o mocinho, o cara mau e poderoso, injustiça, perseverança e a real importância das coisas. A narrativa dinâmica, divertida e deliciosamente refrescante, sem contar o tom quase surreal da grande maioria dos personagens que figuram o submundo dos games, a idolatria à Billy, os óculos, as reações e os depoimentos que permeam a briga pelo título, assim como imagens de algumas jogadas e animações bem posicionadas recheadas de didatismo, confere título de bom cinema para “The King of Kong“, que embalado pela atmosfera épica de Gordon e a resposta do público, está ganhando uma sequência ficcional.
2 Comentários
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Quero muito ver esse documentário. Já faz um tempinho que saiu, mas sempre adiei conferi-lo. Também sou um fanático por games. Pena que não tenho nenhum videogame da nova geração hehehe
ah q nova geração q nada rsrs nao abro mao do meu mega drive!
filmaço, pode conferir! :)