Blue Valentine
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Ryan Gosling é um jovem trabalhor sem muita ambição apaixonado por sua família; a química do ator com Faith Wladyka, que interpreta sua filha Frankie, reflete a cumplicidade e o quão adorável é o relacionamento dos dois: quando a cadela da família some e Dean percebe que não vai voltar ele diz para a filha: “Acho que ela se mudou para Hollywood para ser um cachorro de filme”. Em contra partida sua relação com a esposa Cindy (Michelle Williams) parece ter sofrido o desgaste natural e sórdido de muitos casamentos.
Em Blue Valentine (2010), título inspirado na canção homônima de Tom Waits, Dean tem a bem intencionada idéia de levar Cindy para um motel temático na tentativa de aproximar o casal. Nesse momento o diretor Derek Cianfrance nos transporta ao passado onde o jovem casal se conheceu junto com o encantamento extasiado do início de um relacionamento amoroso. Nessa elipse, Cianfrance discorre sobre da degradação do amor, assim como diz não esperar simpatia ou o oposto acerca de suas personagens, pois “as levezas e as trevas” fazem parte da condição humana e acabamos por dividir os dois lados num relacionamento com outra pessoa.
Essa justaposição do diretor não foi tão exaltada pela crítica quanto a expressividade na trilha indie de Grizzly Bear e a performance do casal, que fez com a Weinstein co., empresa dos irmãos Weinstein, fundadores da recém-extinta Miramax, acreditar inclusive que este papel pode render a Michelle Williams uma indicação ao Oscar e vai distribuir o longa, aposta que pretende cobrir os prejuízos pela decepcionante bilheteria do musical Nine (2009) e em meio a essa transação em Sundance ainda há rumores de demissões na companhia.


















