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O paradoxo dos “zumbis bem dispostos”

19/10/2009

O artista plástico britânico Marc Pierce tinha uma idéia na cabeça, voluntários angariados através do Facebook, apenas uma câmera na mão ( a segunda quebrou), e o equivalente a US$ 74: “Nós compramos um pé-de-cabra e uns rolos de fita. Compramos também chá e café, para manter os zumbis bem dispostos durante as filmagens”.

Exibido durante um festival de terror no País de Gales onde seus organizadores o recomendaram para um agente, chegou com uma sessão vazia em Cannes, mas causou burburinho suficiente para uma oferta de distribuição do filme na Grã-Bretanha. Colin“(2008) mostra a perspectiva do zumbi em sua nova condição trôpega, e sua irmã, que o leva para casa na tentativa de ativar alguma memória afetiva para fazê-lo voltar ao normal.

Pierce como ator é um ótimo diretor. Isso diz quase tudo sobre o filme.   Mas as críticas, algumas cenas (realmente) sem nexo, a grande maioria delas desnecessariamente longas e monótonas, a péssima atuação generalizada (desculpe mas o ‘elenco’ faz parecer semi-impossivel recriar os trejeitos de um semimorto), parecem perder a força no momento em que se pensa dizer “eu faria melhor”: o mérito de Pierce é exclusivamente esse, ele, de fato, o fez;  bom ou ruim.

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