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“Desperados On The Block”

30/10/2009

O polonês Tomasz E. Rudzik teve a inspiração para filme de sua experiência pessoal morando em blocos de muitos apartamentos na Alemanha, quando despertou para a quebra do individualista desinteresse pelos tantos rostos e expressões encontradas no subir e descer de um elevador.

Em “O Bloco dos Desesperados“, as lentes acompanham (em diferente ‘timming’) a vida de três moradores estrangeiros em sua busca pessoal por algum tipo de aceitação, seus estratagemas e sensações causados por essa ânsia (instantaneamente identificável) de conectar-se: uma romena evoca os mandamentos na tentativa de obter uma resposta divina, um jovem chinês apaixona-se por sua rebelde aluna particular e vindo da Letónia um surdo-mudo propõe a uma garota passar um dia inteiro juntos sem dizer uma palavra.

Uma festa reúne os moradores em seus momentos de maior frustação e funciona como subterfúgio, é o ápice dramático do filme, mas acompanhado da fugacidade desse momento aparece a possibilidade de redenção, ainda que sem muito otimismo, mais no estilo “a vida segue”.

Tratar de dramas fortes sob uma perspectiva serena é o mérito maior de Tomasz, além de excelente fotografia e trilha que acompanham a densidade, sutileza e beleza de  “Desperados On The Block“.

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