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“Cinzas e Sangue”

06/11/2009

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Fanny Ardant, conhecida por Maria Callas em Callas Forever(2003), foi companheira e  musa de Truffaut, com quem teve uma filha dois anos antes da morte do diretor francês,  protagonizando seus dois últimos longas The Woman Next Door(1981) e Confidentially Yours(1983), fiéis a temática de paixões,  mulheres, infância e fidelidade, assuntos que Ardant retoma em seu primeiro longa “Cendres et Sang“(2009), assinando roteiro e direção.

A fita segue a trajetória de uma viúva romêna exilada em Marselha com os três filhos ao aceitar o convite para o casamento da sobrinha apesar dos receios e segredos do passado. Seu dramático retorno desencadeia um misto de ritos e ódios calcados nas relações entre três famílias rivais, que acabarão por encontrar a tragédia.

Mais do que um enredo misterioso e obscuro emaranhado em clãs, tradições e rituais, o encantamento do espectador internacional é fruto principalmente da marcante presença da protagonista Judith, uma mulher visceral, passional, que tem em cada filho uma extensão de sua personalidade, a destemência em Pashko, o carisma em Ismael e sagacidade na pequena Mira. 

A apreciação dos planos e a vivacidade de personagens contidas pelas formalidades , é instantânea, e a nebulosidade que pode aparecer na demarcação das genealogias de Cinzas e Sangue parece corresponder a uma assinatura de Ardant, que nos créditos finais entrega a árvore dos clã de forma gráfica e esclarecedora.

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