Skip to content

as cores de Almodovar

12/12/2009

Harry Caine nasce depois do acidente em que Mateo Blanco perde um grande amor e a visão; o pseudônimo roteirista ocupa por completo a vida do diretor por catorze anos até que seu passado o reencontre e Mateo possa tocar a imagem de sua amada. Poético,  grandioso,  Almodovar.

Repetitivo ou fiel ao seu estilo dividem os que reduzem “Los Abrazos Rotos”(2009) como não sendo a melhor película do diretor e os que o veneram. É fato que o homosexualismo, as paixões súbitas, a corrupção (da alma), o moralismo, as dores, a tragédia e Penélope Cruz estão presentes, mas dessa vez as (auto) referências e reverências metalinguísticas protagonizam esse espelho de sua obra, assim como (literalmente) de sua musa, com capciosa propriedade quando há dificuldade em dizer se essa ode sobrepuja a trama.

Desenhado numa narração menos tempestuosa e apoteótica que seus antecessores todavia acompanhado da evolução de sua assinatura, a expressão visual: sempre vibrante e cada vez mais sofisticada; é, na verdade, esse vigor das cores de Almodovar que confere a grandiosidade de Abraços Partidos“.

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: