Skip to content

The Killer Inside Me

10/02/2010

.

O novo longa do inglês Michael Winterbottom está na programação do 60 Berlinale depois de ser apresentado em meio a polêmica em Sundance onde  algumas pessoas deixaram a sessão indignadas durante a exibição do filme. The Killer Inside Me (2010) é um remake baseado no conto homônimo de Jim Thompson lançado em 1952 que foi descrito por Stanley Kubric, que trabalhou com Thompson em The Killing(1956), como “provavelmente a mais fria e crível história em primeira pessoa de uma mente criminalmente distorcida que eu já encontrei” e introduzido como “um dos mais intransigentes romances policiais já escritos” numa antologia de contos policiais noir da década de 50.

Para os que ficaram na sala foi elogiada a ferocidade da performance de Casey Affleck interpretando um sociopata oculto por seu ordinário comportamento como o jovem xerife Lou, que dá espaço a sua verdadeira faceta sádica quando inicia um relacionamento com a prostituta Joyce Lakeland, papel de Jessica Alba. A princípio a violência é consensual mas culmina com Lou a espancando até que apareçam os ossos da sua face, num resultado descrito como “carne de hambúrguer” por outro personagem. Com Joyce em coma o xerife inicia uma série de assassinatos na tentativa de mascarar a verdadeira identidade do agressor até que começa a dar sinais de sua insanidade e torna-se suspeito. E  Winterbottom mergulha com fidelidade na perversidade explorando o noir em sua forma mais obscura.

A polêmica tem seguido não apenas pela gratuidade da violência mas pela misoginia do protagonista quanto as cenas que enfatizam a tortura com que as vítimas mulheres são brutalizadas, como a personagem de Kate Hudson. Ainda estão no elenco Bill Pullman e Simon Barker.

O diretor, que costuma alternar entre temas político-sociais como A Doutrina de Choque(2009), O Preço da Coragem(2007),The Road to Guantanamo(2006), In this World (2002), Welcome to Sarajevo (1997) ou relacionamentos em família e amorosos, Genova(2008),White or Without you (1999), I Want You (1998), Butterfly Kiss (1995), nunca deixando de lado a sexualidade, exaltado o sexo no explícito 9 Canções (2004), onde confessou ir ‘em oposto extremo ao puritanismo e recalque da indústria cinematográfica’, parece ter agora atingido novos extremos.  Quando perguntado após a sessão de The Killer Inside Me sobre a reação de uma espectadora que saiu gritando “Nojento!”, Winterbottom após segundos de silêncio disse: “Próxima pergunta?”

E para 2011 deve reunir todas suas predileções em “The Promised Land”, thriller de crimes políticos centrado na Palestina durante o fim da Segunda Guerra. Colin Firth está confirmado na composição do elenco.

Anúncios
One Comment leave one →
  1. 28/01/2010 15:23

    Winterbotton, quanto mais polemico melhor. Acredito que muitos não são fã dele por causa dessa veracidade humana em seus filmes, mas ainda acredito que a trinca entre O Caminho Para Guantanamo e O Preço da Coragem estão sem duvida entre os melhores filmes dele e ainda mais, os verdadeiros filmes sobre a problematica pós 11 de setembro onde mostram quem sofrem mais … os inocentes.

    Espero com ansiedade … abraços

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: