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Epopéia holística de 300 milhões de dólares

28/02/2010

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A primeira vez que vi a imagem de um Na’vi, não tive a menor vontade de passar 3 horas assistindo aqueles thundercats azuis, me pareceu um filme estritamente adolescente. Depois veio o marketing massivo sobre a revolução tecnológica e as marcas que o filme atingia e muitas críticas o elevando a parâmetros que me deixaram no mínimo curiosa.

Na estória, missão das forças armadas são enviadas á um satélite com características inacreditavel e improvavelmente bastante similares com as da Terra, e a personagem de Sigourney Weaver lidera o grupo de cientistas que pretende estudar as peculiaridades da fauna e flora de Pandora; tamanho é seu fascínio com harmonia da natureza e seu discurso ecologicamente correto sempre entre um cigarro e outro. Enquanto isso não é discreto o objetivo real do chefe corporativo, o erroneamente escalado Giovanni Ribisi: extrair um mineral valioso. Sim, a sustentabilidade versus lucro, Avatar(2009) é uma grande alegoria a política atual.

A revolução 3D não se resume a monstros pulando da tela, a proposta é imergir o telespectador na natureza fluorescente de Pandora, um grande CGI, é bem bonito, pouco realista, mas exótico e bonito. Os movimentos dos nativos de Pandora são, de fato, bem convincentes, diferente das raízes capilares que os conectam com outros seres, árvores neon que ecoam vozes inteligíveis dos ancestrais Na’vi e outras manobras holísticas. O fato de alguns nativos terem frequentado uma escola dos cientistas e terem voluntariamente aprendido inglês foi o fim da picada.

O militar paraplégico Jake Sully (Sam Worthington) é capaz de correr pelas florestas luminosas através de sua carcaça Na’vi, infiltra-se na comunidade local sob os ensinamentos de uma thundercat smurf e esse relacionamento culmina num romance inter espécimes numa cena constrangedora (esses bichos azuis não me apetecem). O militar-mor e sua sede de guerra foi um acerto em meio a epopéia zen e o cruel atentado motivado pela ambição comove, em contrapartida a manobra disneylandica de Sully para provar sua fidelidade a bandeira Na’vi é um dos elementos que remete Avatar a um filme adolescente.

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