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UP do George Clooney

05/03/2010

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Em “Up in the Air”(2009), George Clooney é um executivo em uma consultora terceirizada que fornece seus serviços quando empresas enfrentam demissões em massa. Clooney é quem faz o tête-à-tête com os funcionários e lhes anuncia suas demissões sob a circunstância eufemista de “conselheiro” em um período de “transição de carreiras”. Passa 322 dias do ano l0nge de seu apartamento alugado e sucinto como tantos quartos de hotel em que passa. Família, ressentimentos e relacionamentos são alguns itens a serem despejados da mochila que carregamos diariamente, numa analogia que embasa suas palestras motivadoras; pouca bagagem é seu ideal.

Quantos filmes não vimos em que o charmoso e heremita protagonista em algum ponto é forçado a julgar que o sucesso, fama, dinheiro, ou no caso, milhões em milhas, não é nada se não temos com quem compartilhar ? Para cumprir essa premissa entram em sua vida Alex, sua versão feminina (“Pense em mim como a si mesmo com uma vagina”), com quem inicia o relacionamento perfeito de encontros casuais, e Natalie, jovem contratada da empresa acompanhando os métodos de trabalho do protagonista. Em atuações que não justificam as indicações que Vera Farmiga (de e O Menino do pijama Listrado(2009), Quid Pro Quo(2008) e Os Infiltrados(2006), apesar dos méritos na formação de uma sólida carreira) e a mediana atriz da franquia “Crepúsculo”( já diz tudo) Anna Kendrick receberam.

Amor Sem Escalas” é,de fato, um bom filme, ágil, cativante e com excelente cinematografia, vide belíssima composição visual nos créditos iniciais; há boa química entre os protagonistas numa sofisticada comédia romântica, ainda que não seja uma comédia romântica. O fator que integra a fita diz respeito a abordagem espirituosa (assim como fez em Juno(2007) e Thanks for Smoking (2005)) e reducionista de Jason Reitman tratando do tema das demissões em massa.

Alguns europeus, o francês Ressources Humaines(1999) por exemplo, já haviam trazido esse amargo resultado do corporativismo capitalista em tempos de recessão, mas Jason roterizou o romance homônimo de Walter Kirn em um blockbuster americano. O ponto alto no enredo da crise econômica  está na sempre magnética presença de JK Simmons (Burn After Reading (2008) e Juno) está entre os demitidos, que inclusive figuram um epílogo relatando algumas otimistas experiências que podem ser extraidas em uma “transição de carreira”: seis indicações ao maior prêmio do cinema americano: condescendência.

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3 Comentários leave one →
  1. 07/03/2010 11:45

    Também gostei bastante do filme. Uma coisa interessante é que não tentou rivalizar situações entre os personagens de George e Anna, apesar de que ambos estavam com pretensões opostas, pelo contrário na maior parte do tempo ele estava preocupado com ela e tentava ajudá-la. Um roteiro maduro, por assim dizer.

  2. 06/03/2010 23:31

    É um filme interessante. tão quanto especial quando os outros dois, o filme conquista devagar para depois todos nós ficarmos envolvidos em sua história.

    E Vera Farmiga é uma ótima atriz, um fato inegavel, porém ela merecia reconhecimento em outros filmes … mas fazer o que … o Oscar ultimamente não prestigia … compensa … e isso não é legal.
    Abraços!

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