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The Blind Side

18/03/2010

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Baseado na não-ficção homônima de Michael Lewis, a improvável história de Michael Oher passa por dois momentos definitivos: o pai de um amigo convence o treinador de um tradicional colégio cristão a matricular os meninos para aproveitar seus dotes como esportistas; é lá estudam os filhos da família Tuohy, que viria a ser sua futura família.

Sandra Bullock está incorrigível no papel da matriarca Leigh Anne, ex-líder de torcida, sulista, republicana, esposa de um jogador de basquete aposentado e dono de uma cadeia de franquias. Tim McGraw, que já atuou em outro drama de futebol americano Friday Night Lights(2004), faz o marido cúmplice e carismático, que apóia a decisão de Leigh Anne em abrigar o famigerado e sem-teto Big Mike numa noite fria, e todas as que se seguiram. É a família Tuohy, aficionada por esportes, que impulsiona Michael a aperfeiçoar seu talento para o futebol quando ele nem conseguia assimilar as regras do jogo.

Sem grandes reviravoltas mas nem por isso menos envolvimento e torcida por parte do espectador, John Lee Hancock opta por não explorar visualmente a infância traumática com a mãe viciada em drogas e passagens por lares adotivos, essas informações são entregues em diálogos, deixando espaço para a emocionante jornada de Mike a partir de sua entrada como semianalfabeto em Wingate, uma batalha acadêmica para garantir uma bolsa de estudos em uma faculdade com objetivo de jogar profissionalmente ao comovente epílogo com imagens reais da entrega do prêmio da NFL(National Football League) concedido ao blind side do Baltimore Ravens, Michael Oher.

O título “The Blind Side” na linguagem futebolística se refere a posição tackle à esquerda, com o objetivo de proteger o lado onde o atacante, que está de costas não enxerga, o lado cego. Por aqui “Um Sonho Possível”(2009) supera qualquer preconceito seja com Sandra Bullock ou a temática do futebol americano, é um filme bem edificado, emocionante, correto e com toda a bagagem de otimismo e motivacional que histórias de sorte e superação podem nos proporcionar.

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One Comment leave one →
  1. 22/03/2010 17:52

    Achei clichezão! Mas, como vc disse, emociona, envolve etc. Não há como ficar indiferente. Acho que Sandra está bem no filme. Correta como a chefe de família durona. Mas eu não votaria nela no Oscar de Melhor Atriz.

    Bjs!

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